Por um vocabulário menos medíocre.
Palavras e Ideias

Há alguns anos, o Dr. Johnson O’Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais (industrial executives), os executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por cento que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum alcançara igual posição.
Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias. Mas parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.
O que vai faltar à Geração Y
Uma das tendências do mundo globalizado, e que não é exceção no Brasil, é o desapego das tarefas manuais, gradativamente substituídas por processos automatizados. Não é novidade pra ninguém: o tempo tornou-se escasso. Então, o que era feito de modo quase que artesanal, acaba sendo acelerado ao máximo.
Nossos hábitos, mesmo os mais simples, refletem esse conceito. Vivemos do pré-cozido, do pré-montado, do produto final.
Para uma parcela considerável da população, já virou luxo sentar-se à mesa e almoçar tranquilamente, ou fazer a própria comida por exemplo. Você já pensou nisso? O homem pós-moderno não faz a própria comida.
Nossa forma de se relacionar também muda. Não dá tempo de conversar pessoalmente, então temos as redes sociais e os comunicadores instantâneos - onde se fica invisível quando é comodo. E com isso diminui-se o contato visual, as expressões, o toque, a voz e tudo o que não pode ser substituído por um conjunto de códigos.