Sobre parar e ouvir
Pode acontecer de um diálogo inesperado, de repente cruzar sua rotina. Normalmente quando isso acontece, meio que mecanicamente a gente começa a executar uma série de seqüências neurológicas a fim de evitá-lo, “sair pela tangente”. Essa é uma alternativa; a outra é ouvir.
Todo início de diálogo passa por testes de relógio, paciência e desculpas, e há diversos critérios para escolher ou não um papo, mas respeite quem conversa com brilho nos olhos, seja quem for. Pra mim esse é um dos sinais de que possivelmente essa conversa pode marcar profundamente sua construção.
Pode acontecer de que no decorrer do papo você sinta a necessidade de colocar algumas palavras. Fale com o coração. Se não sentir essa necessidade, não fale. Pelo menos, não verbalmente.
E então quando se menos espera, pode acontecer de você perceber que a experiência se tornou de fato especial, e se ver agradecendo por não ter saído antes. Se isso ocorrer, escute. O que vier a seguir pode reprogramar sua rota.
Por um vocabulário menos medíocre.
Palavras e Ideias

Há alguns anos, o Dr. Johnson O’Connor, do Laboratório de Engenharia Humana, de Boston, e do Instituto de Tecnologia, de Hoboken, Nova Jersey, submeteu a um teste de vocabulário cem alunos de um curso de formação de dirigentes de empresas industriais (industrial executives), os executivos. Cinco anos mais tarde, verificou que os dez por cento que haviam revelado maior conhecimento ocupavam cargos de direção, ao passo que dos vinte e cinco por cento mais “fracos” nenhum alcançara igual posição.
Isso não prova, entretanto, que, para vencer na vida, basta ter um bom vocabulário; outras qualidades se fazem, evidentemente, necessárias. Mas parece não restar dúvida de que, dispondo de palavras suficientes e adequadas à expressão do pensamento de maneira clara, fiel e precisa, estamos em melhores condições de assimilar conceitos, de refletir, de escolher, de julgar, do que outros cujo acervo léxico seja insuficiente ou medíocre para a tarefa vital da comunicação.